Faça sua ficha com lápis e borracha.
Uma das coisas que mudou profundamente o D&D com a mudança para a 4a edição foi a esquemática de criação de personagens. O programa Character Builder é um dos maiores amigos na hora de fazer seu personagem, ele faz praticamente tudo por você. Desde a classe e seus atributos até a escolha dos poderes e do equipamento. Na realidade, o Builder não te deixa ter trabalho nenhum, apenas o de desfrutar seu persona. Mas que persona, afinal, se você não fez bulhufas pra criá-lo?
Quem me conhece sabe que eu culpo os MMOs por essa transformação. Não é só a criação, mas toda a 4a edição está mais simplificada e com cara de videogame. Ainda quero escrever um artigo só sobre isso, então volto à ficha.
Criar um personagem é como escrever um livro ou compor uma canção. Você não pode deixar um programa fazer isso por você. É preciso atenção aos detalhes, como seu contexto histórico e sua evolução gradual de habilidades. Não basta escolher uma opção entre as oferecidas, o player precisa entender o que faz de seu personagem alguém único. Por isso eu defendo a utilização de lápis e papel na criação. É como tudo mais na vida, um processo de tentativa e erro.
Criando um personagem passo a passo, o player tem a chance de aprender todas as suas capacidades. Saiba cada elemento que compõe a ficha, como os ataques, as habilidades, o equipamento que ele carrega, o tesouro em seu bolso. Não importa o sistema que você esteja utilizando, desde Coda e 3D&T até Cyberpunk e D20, conhecer a ficha profundamente é conhecer o personagem de uma forma inigualável. Se o player dominar a ficha, vai dominar seu personagem. E dominando o personagem, dominará o campo de batalha.
Leia mais de as 15 Leis da Aventura Épica em:
06. Itens 07. Magia 08. Notas 09. Equipamento 10. Silêncio
11. Descanso 12. Coletivo 13. Interpretação 14. História 15. ???
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