Esqueça o mestre, olhe para seus amigos.
Assim como o Bruce Wayne coloca sua máscara para virar o Batman e Kal-el usa terno e óculos para ser Clark Kent, o bom player deve sempre incorporar seu personagem para dar mais vida à história. O personagem deve ser uma nova personalidade do jogador, uma consciência própria, à parte de tudo que o player conhece. A interpretação é o centro de toda a história; sem ela só há um bando de gordos rolando dados e tomando coca-cola.
Nunca olhe para o mestre e diga o que seu personagem irá fazer. Ao invés disso, olhe para seu amigo e diga o que seu personagem diria, imitando a voz e a gesticulação. Pense e aja teatralmente, esqueça os pudores – não há porquê rir de um amigo interpretando um elfo, um anão, um zumbi ou um lobisomem. Faça os gestos, crie o clima entre os jogadores, para toda a história transcorrer de forma mais lúdica. Transportar-se para esse mundo imaginário também faz parte do RPG, então não diga o que seu personagem quer fazer ou falar – mimetize e interprete.
Jogar RPG de verdade não é só rolar dados, é ter uma identidade alternativa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário